17 de março de 2008

Ciberjornalismo




Hoje em dia, o jornalismo já não é a mesma coisa que outrora. Com o aparecimento da Internet, o jornalismo também se lançou no espaço digital, não se limitando a ser apenas o que nos havia habituado nos jornais, na televisão e na rádio.



Ciberjornalismo consiste na utilização o ciberespaço para a investigação, produção e difusão de notícias. A evolução do Ciberjornalismo teve quatro pontos principais, sendo eles:
1ª geração -Fac-simile: reprodução do impresso na Internet em PDF.

2ª geração - Modelo adaptado: Apresentação do material impresso, mas num layout próprio. É nesta fase que aparecem os hiperlinks.

3ª geração - Modelo digital: Layout criado para o meio online. Aparece a obrigatoridade do hipertexto, do espaço para o comentário e de cavidades para as notícias de última hora.

4ª geração - Modelo multimédia: Exploração plena da interactividade e da possibilidade de integrar som, texto e vídeo.

As condições do Ciberjornalismo:
O ciberjornalismo assenta nas seguintes condições: É feito a partir de muitos sendo destinado a uma só pessoa ou muitas pessoas; Hipertexto; “Audiência” activa; Venda de conteúdos; Linguagem multimediática; Actualização em “tempo real”; Abundância de dados; Não mediação do meio; Personalização de conteúdos; Co-autoria. Assim, o ciberjornalismo distancia-se dos outros meios de comunicação de massas.

Princípios básicos da profissão:
O jornalismo tem um compromisso sério com a verdade, e tem de servir os interesses dos cidadãos. Os jornalistas têm de manter uma posição independente e de imparcialidade, relativamente às pessoas e aos assuntos que abordam, e devem transmitir as suas mensagens de maneira simples, de forma a atingir um maior número de pessoas.

Esta prática tem as suas vantagens e as suas desvantagens. Do lado das vantagens, o ciberjornalismo serve uma fatia maior de população, uma vez que consegue atingir os cidadãos que se encontrem numa situação de dissociação geográfica. Existe uma maior aproximação entre leitor e jornalista, do que nos outros ramos do jornalismo. Não existe problemas relativamente a espaço e a tempo e ainda é permitida uma maior informação e uma maior profundidade da mesma, assim como uma actualização permanente. Por outro lado, aqui existe a facilidade de arquivo e documentação. A informação produzida pelo ciberjornalismo tende a ser cada vez mais personalizada e existe a possibilidade de combinar vários tipos de suporte (texto, fotografias, áudio, vídeos, etc...). Outro ponto forte assenta na possibilidade de oferecer outros conteúdos aos leitores através dos links.

Quanto a desvantagens, temos que existe um congestionamento de informação, o investimento no jornalismo de investigação é cada vez menor e, assim, o mesmo passa a ser superficial. Noutro ponto de vista, a lógica da disponibilização de links, se não for bem pensada, pode afastar os leitores, ao invés de os aproximar.O ciberjornalismo também pode levar ao aumento de assimetrias sociais, uma vez que não é qualquer pessoa que tem possibilidades de aceder a esta prática.


Hoje em dia, qualquer pessoa pode fazer jornalismo através da Internet, nomeadamente através dos blogs. Os blogs popularizam o cidadão como jornalista. No entanto, a questão da veracidade do que se encontra aparece como problemática, uma vez que as pessoas escrevem a sua visão dos acontecimentos, sendo por vezes levadas a fazer juízos de valor derivados das suas crenças, educação, cultura e outros aspectos que no jornalismo deveriam ficar para segundo plano, em nome da imparcialidade.
A informação de qualquer país pode obter-se a custo mínimo e em tempo real, os espaços virtuais para a informação são ilimitados e os meios são internacionais, não reconhecendo os velhos limites impostos pelos regulamentos das Nações Unidas. Na maioria dos casos, as fontes governamentais estão abertas ao público em geral.

O ciberjornalista tem um trabalho mais complicado do que qualquer outro jornalista, pois tem de perceber dos três ramos de jornalismo (televisão, rádio e imprensa), misturá-los da melhor maneira, dando-lhes asas de liberdade de modo a chamar a atenção dos leitores para a sua notícia. No meio de tanta oferta que um leitor encontra no mundo digital, o ciberjornalista tem de ser criativo para conseguir que a sua notícia seja a escolhida em detrimento das outras milhares de noícias que há.

Algo que vale a pena ver:

1 comentário:

Sergio Denicoli disse...

óptimo trabalho. Fiquei mesmo muito satisfeito com o que vi. Parabéns.